O capotraste prende todas as cordas em uma casa e eleva a afinação do instrumento sem você precisar mudar as formas dos acordes. É muito útil para adaptar a música à voz e evitar desenhos difíceis.
Cada casa vale um semitom
Capotraste na 1ª casa eleva tudo em um semitom; na 2ª casa, dois semitons. Se você toca a forma de C com capotraste na 1ª casa, o som real é Db/C#.
Forma do acorde x som real
Uma cifra pode informar “Tom: Db, forma dos acordes em C, capotraste na 1ª casa”. Isso significa que você lê e toca C, Am, G e F, mas o resultado sonoro está um semitom acima.
Escolha prática
Prefira posições baixas quando elas oferecem acordes confortáveis e timbre adequado. Nem sempre a menor casa é a melhor: a sonoridade e a região da voz também contam.
O tom real e a forma tocada
Com capotraste, é importante distinguir o acorde que sua mão forma do acorde que realmente soa. Essa informação evita confusão quando você toca com teclado, baixo ou outro violão sem capotraste.
Teste diferentes posições
Duas posições podem produzir a mesma tonalidade usando formas diferentes. Escolha aquela que facilita as trocas e combina melhor com a sonoridade do arranjo.
Erros comuns com capotraste
O erro mais frequente é comunicar apenas as formas tocadas sem informar a casa do capotraste. Para quem toca outro instrumento, isso cria uma tonalidade diferente da esperada. Outro problema é escolher uma casa alta demais somente para evitar um acorde difícil, deixando toda a sonoridade excessivamente aguda.
Anote sempre tom real, casa do capotraste e, quando útil, formas dos acordes. Essa pequena organização evita confusão em ensaios e permite que outros músicos acompanhem a mesma cifra.